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CASA COR SP 2018 - A maior mostra de todos os tempos

19/06/2018

CASA COR SÃO PAULO 2018

 

 

A maior mostra de todos os tempos. Assim os organizadores de Casa Cor SP estão tratando o evento este ano. Os números batem recordes: são 82 ambientes espalhados por 25 mil m². O palco do espetáculo é mais uma vez o Jockey Club.

Casa Cor mantém contrato por prazo indeterminado com o Jockey e já ocupa as instalações do clube no Jardim Paulista há muitos anos. Confesso que isso acaba tirando um pouco da "novidade" do evento. Como jornalista acho que fazer a cobertura todos os anos no mesmo local deixa a coisa meio monótona, mas o formato do evento muda bastante e sempre se faz um remanejamento das áreas ocupadas. A área construída do Jockey e os jardins são gigantes! 

Plantar Ideias - Paisagens de Luz.  Luciana Pitombo e Felipe Stracci Plantar Ideias - Paisagens de Luz. Luciana Pitombo e Felipe Stracci 

 

Desta vez além dos prédios o evento espalhou-se pelo bosque, onde muitos expositores ergueram casas, lofts e studios. Eles apropriam-se de novos métodos de construção - sai de cena a alvenaria convencional, entram estruturas metálicas, vidro, drywall.... em pouco tempo surgiram obras grandiosas, que serão desmontadas logo no fim do evento. Juro que nunca consegui  entender esta logística do desmonte onde tanto se fala de sustentabilidade, mas , porém , todavia, entretanto  ... (adoro conjunções adversativas, rsrsrs , denotam vontade de ponderar, isso eu tenho). Bom, pelo menos um anexo foi pensado pra ser vendido e transplantado no encerramento da Mostra. É a Sys Haus de Arthur Casas. Ponto pra ele ! Acho que tem que pensar no espetáculo. Tem muita emocão envolvida nisso, mas não se pode perder a razão. E pensar num transplante é racional e mais sustentável. Duda Porto fez isso muitas vezes na CASACOR carioca.

SysHaus - Arthur Casas

SysHaus - Arthur Casas

 

Voltando a São Paulo,  Débora Aguiar construiu o maior anexo. Uma casa contemporânea de mais de mil m². Ousada no tamanho, contida no estilo. A arquiteta repete sucessivante a fórmula que a consagrou: beges, cinzas, traços retilíneos em contraste com as texturas de materias naturais. Muito bonito , muito correto e muito previsível... Sinceramente gosto daqueles que se arriscam, que se reinventam, ainda que jamais percam a essência.

 
Roberto Migotto faz isso muito bem. Em  todas  edições de Casa Cor e Mostra Black que já acompanhei ele, no Brasil e na Casa Cor Miami, nunca vi repetições.  Este ano no Jockey ele inspirou-se no Marrocos. Trouxe referências sutis, mucharebis da arquitetura moura e uma chaise de tigresa que amei (e nem sou perua, um contexto certo faz da tigresa um clássico) 
Também gostei muito da Casa Relógio do Dado Castelo Branco. Simplesmente chic. A escada é o foco das atenções. 

Migotto

Roberto Migotto

 

Casa do Relógio - Dado Castello Branco

Casa do Relógio - Dado Castello Branco

 

Armentano voltou a ser Armentano. Isto é bom. Em outras edições achei ele meio comercial apresentando ambientes focados no patrocínio de modulados e marcenaria. A parceria com a marca se mantém, mas o projeto é menos comercial e mais conceitual.  Formulazinha complicada, eu entendo.

Ainda entre os muitos anexos destaco ainda: a Casa Árvore de Paola Ribeiro, um ambiente gourmet de lazer e convivência, a nova versão do antigo salão de festas. E o Refúgio Urbano de Marina Linhares. Muito acolhedor. Equilibra o simples e o chic sem grandes invencionices... Ousar é bom, mas não é preciso reinventar a roda a cada aparição. Corre-se o risco de o discurso de defesa da proposta conceitual e tals ficar enfadonho e insustentável.  Às vezes acontece com grandes estilistas na passarela moda e com grandes arquitetos em mostras do porte de CASACOR. 

Nossos arquitetos mandaram bem! 

A cada edição CASACOR SP promove um intercâmbio com arquitetos e designers de outros estados. Adoro isso pois o evento ganha novos sotaques, novos contornos. Desta vez foram escalados para o elenco três escritórios catarinenses:
Os Jrs de Balneário Camboriu, Marcelo Salum e Juliana Pippi de Florianópolis. 

Esta já é a terceira participação de Salvio e Moacir Schmith Jr em Casa Cor SP.  O loft deles tem atmosfera intimista, uma ideia bem cosmopolita, iluminação tênue e poucos e bons clássicos do design contemporâneo. 

CASA_DEZESSEIS - Moacir Schimitt Jr. e Salvio Moraes Jr.

CASA_DEZESSEIS - Moacir Schimitt Jr. e Salvio Moraes Jr.


Juliana Pippi fez a sala Toki.  Espaço que faz um reflexão sobre o uso do tempo, propõe o slow living na contramão do ritmo frenético dos novos tempos. Nesse embalo novidades tecnológicas cedem espaço para o slow design. Peças feitas artesanalmente aparecem aqui e ali contracenando com mobiliário produzido em larga escala. O sofá revestido em tie dye azul em contraste com a base rosa antigo é destaque no conjunto.

 

TOKI - Juliana Pippi

TOKI - Juliana Pippi

 

Marcelo Salum apostou no estilo retrô em sua estreia na mostra paulista. O loft  “Alguma coisa acontece no meu coração“ enaltece a hospitalidade do povo paulistano, que recebe tão bem forasteiros vindos de toda parte do mundo. Na música Caetano fala do estranhamento inicial  que logo vira amor... Salum interpreta em espaços acolhedores e cheios de histórias contadas em bordados e peças antigas , que dividem a cena com móveis e marcenaria mais moderna. Fazendo alusão ao tema do evento “casa viva “ Salum trouxe muitas plantas pra dentro do espaço. 

Envolver a casa de verde é um caminho apontado por muitos expositores. Isso foi moda nos anos 70 , virou cafona e voltou com tudo . A tendência tem nome: biofilia. A ideia é cultivar “pequenas florestas “ dentro de casa para reconectar o indivíduo com a natureza.

 

“Alguma coisa acontece no meu coração” - Marcelo Salum

“Alguma coisa acontece no meu coração” - Marcelo Salum



CASA COR SP vai até 29 de julho. 
Local: Jockey Club de São Paulo - Lineu de Paula Machado, nº 875      

 

Casa Cor Santa Catarina 2017

25/09/2017

Como todos os anos, desde 1999, o CASA E CIA está na cobertura de Casa Cor SC.

Atingimos maioridade,  já são 18 anos de cobertura! Em Santa Catarina, em outros estados brasileiros e outros países da América Latina.  Com base em tantas andanças posso dizer que a mostra catarinense vive momento especial.

A escolha do prédio do antigo Ipuf, uma edificação com mais de 100 anos, pra servir de palco para o evento foi acertadíssima.  E a restauração do imóvel entrou num contexto de revitalização de todo o entorno. A Praça Getulio Vargas, mais conhecida como Praça dos Bombeiros, renasceu depois de passar por um retrofit.

Muitos ambientes de Casa Cor voltam-se para a Praça. Amplas aberturas arqueadas valorizam a vista de árvores centenárias .

O passado da edificação não é glamouroso, o prédio foi concebido pra abrigar um orfanato inicialmente.  Isso explica a ausência de muitos adornos e entalhes. Mesmo assim, o pé direito altíssimo , o piso de madeira e as aberturas conferem imponência aos interiores.

 

Foto:Lio Simas

Fachada. Foto: Lio Simas

 

Gostei de ver que muitos expositores tiveram o bom senso  de evitar maiores interverências no estrutural, mantendo as madeiras de piso e teto. São detalhes belíssimos . Muitos foram ainda mais longe. Descascacaram as paredes trazendo a tona os tijolos da obra. O visual destroyed está em alta.

Ao invés de mascaradas as marcas do tempo são escancaradas.

Nada tem que estar muito alisadinho , nem uniforme... Arranhões, manchas , o que antes era sinal de descuido hoje é bacana.  Menos perfeccionismo, menos preciosismo , mais a verdade do imóvel. É o que preconiza a estética japonesa wabi-sabi.  Na minha interpretação a  fórmula então é: economizar com acabamentos de obra e intervenções exageradas na estrutura e investir mais em no bom design, arte, antiguidades, tapetes, abajures...

 

Foto:Lio Simas

Loft de Uma Nota Só. Foto: Lio Simas 

 

Tendências

Casa e Cia não considera que as tendências sejam regras, mas não há como negar que alguns elementos se destacam em cada temporada.  Nesta edição serralheria está em alta.  Já apontamos o mesmo em Casa Cor SP.

Estruturas metálicas espalham-se por salas cozinhas e dormitórios.

Os sofás em formato curvo seguem fazendo sucesso em interiores.

Mistura de estilos e estampas. Não é novidade, mas é cada vez mais usado juntar alhos e bugalhos. Promover o diálogo de peças de diferentes períodos.

Verde . Vasos, jardins verticais ...as plantas naturais invadem os interiores .

Está em alta trazer pra perto o que faz bem

 

Foto: Lio Simas

Mar Sonoro, Mar sem Fundo, Mar Sem Fim... Foto: Lio Simas 

 

Minimalismo não é regra, mas está em alta...  o desapego do supérfluo é  tendência sim, mas o exagero também é. O tema de Casa Cor é FOCO NO ESSENCIAL, mas cada um sabe o que é essencial para si. 

 

 

CASA COR SÃO PAULO 2017

27/06/2017

CASA COR | São Paulo 2017

 

Nem tanto conceito, nem tanta suntuosidade. Seguindo o tema do evento os expositores de Casa Cor SP trouxeram para o Jockey Club na Cidade Jardim propostas mais “pé no chão”.

É claro que o luxo e as inovações teconológicas estão por todos os lados, o próprio Jockey com sua imponência conduz neste sentido.

 

Foto: casacor.abril.com.br 

 

O que não se vê são aquelas propostas mirabolantes apresentadas sucessivamente em edições da mostra . 

ACONCHEGO , VIVÊNCIAS E VERDADE... A CASA DE VERDADE.  De modo geral as estrelas da decoração nacional interpretaram assim o briefing  "FOCO NO ESSENCIAL".

 

Foto: casacor.abril.com.br

 

 

A Casa Cosmopolita da carioca Paola Ribeiro é um exemplo. Ela recebe influências de vários lugares do mundo, como o nome sugere, mas sem perder de vista o jeitinho brasileiro. A ginga e a descontração.  Há lugar para cultura, arte e bom design, mas nada é muito engessado. Dois cavaletes sustentam a prancha do bar ao lado da mesa de jantar. Parece batido falar em hi low, mas é a receita.  Algo muito nobre conversa com algo muito simples... ordinários e extraordináros num mesmo cenário.  O que acontece é que o contexto perde aquela pompa excessiva e ganha aconchego.

 

Foto: Gisela dos Santos

 

Foto: casacor.abril.com.br 

 

 

CASA DE PRAIA de Marina Linhares  segue no mesmo caminho: é chic sem ser pedante. Muito coerente com a atmosfera do litoral.  Branco e azul predominam. Cartinha marcada? Sim, mas a dobradinha é infalível a beira mar...  Listras? Também... e tecidos naturais (na praia tem que ser),  improvisos, arte...  quase se ouve o barulho do mar, dá vontade de ficar.

 

 

Foto: Gisela dos Santos

 

CASA DO BOSQUE  projetada pelos arquitetos Gilberto Cione e Olegário Sá. Pedra, pele e madeira  emprestam aconchego ao espaço, servido de contraponto para materiais reflexivos como aço inox .

 

 

 Foto: casacor.abril.com.br 

 

 

ESPAÇO DOS CONVIDADOS . Denise Barreto trouxe um anexo de 250 m2 e arquitetura contemporânea. Tons neutros e madeira predominam no interior com cozinha gourmet, living e uma pequena praça .

 

Foto: casacor.abril.com.br 

 

 

No outro pavilhão do Jockey A COZINHA INDUSTRIAL de Erica Salgueiro ganhou uma horta emoldurando a ilha... e canos sustentando prateleiras.

Foto: Gisela dos Santos 

 

Os catarinenses Moacir Schimitt Jr e Salvio Moraes Jr  participam como convidados pelo segundo ano consecutivo. Este ano eles assinam o LIVING BAR. Eles valorizam o pé direito do espaço com uma marcenaria filetada. Cinzas e castanhos. Peças selecionadas de design nacional. Atmosfera elegante e urbana.  Ênfase para arte catarinense em contraponto com artesanato trazido do nordeste. Brasilidade sem clichês. Muito chic.  Como catarinense fico orgulhosa de ver nossos talentos em evidência num mercado tão disputado.

 

Foto: casacor.abril.com.br 

 

 

Tendencias #sisoqueno     

Já falamos que não somos guiados por tendências, mas observamos que algumas cores e materiais repetem-se.  Então estão em alta - rsrsrs

Verde e rosa em várias nuances, puxando para o vintage. Eles aparecem juntos ou separados. Sim, o verde e rosa da  Mangueira! são as cores queridinhas dos antenados. A Pantone preconizou e Casa Cor reforçou .

 

 

Foto: casacor.abril.com.br 

 

Elementos metálicos. Serralheria está bombando. Estruturtas de aço e ferro aparecem em montantes de estante, base de mobliário , etc.

 

Foto: Gisela dos Santos

 

 

SERVIÇO CASACOR SÃO PAULO 2017

 

QUANDO?

De 23 de maio a 23 de julho

Terça a domingo, das 12h às 21h

 

ONDE?

Jockey Club de São Paulo – Avenida Lineu de Paula Machado, nº 1075 – Cidade Jardim

 

INGRESSOS:

De terça a quinta-feira: ingresso inteiro: R$ 56 | meia entrada: R$ 28

Sexta, sábado, domingo e feriados: ingresso inteiro: R$ 70 | meia entrada: R$ 35

Passaporte único: R$ 165

Valet: R$ 35

CASA COR SC 2017

12/06/2017

Pela primeira vez Casa Cor SC abre as portas em Balneário Camboriu. O evento acontece no Marina Beach Towers, um condomínio residencial com vocação náutica às margens do Rio Camboriu. São 32 ambientes distribuídos em mais de 3 mil m² de área.

Foto: Lio Simas

Píer Seventeen, por Bruno Barbieri e Indiara Daros / Foto: Lio Simas

 

Por atrair investidores de alto poder aquisitivo do Brasil e do mundo, considero Balneario Camboriu um dos melhores mercados de arquitetura de interiores do país. Pegando carona no sucesso dos lançamentos do setor imobiliário de luxo, arquitetos e designers da região fazem apostas ousadas. Balneario Camboriu é a Miami brasileira, e isso se reflete em Casa Cor.

Fornecedores da região demonstram fôlego pra bancar um evento de grande porte. A imponência do estilo clássico palaciano que se vê no hall dos novos empreendimentos migrou para a mostra em vários ambientes...

 

Foto: Lio Simas

Loft Hanami, por Juliana Jagelski e Joana Lunelli / Foto: Lio Simas

  

The Great Living, por Alexandre Voigt / Foto: Lio Simas

 

Investir em dourados, peças pomposas, ornamentos e lustres hiperbólicos é um jeito de captar clientes interessados em mostrar o novo status quo da família no endereço de temporada. Ostentar o brilho de materiais nobres é um dos caminhos pra conquistar a atenção do visitante, mas não o único. Transitam pelo evento iniciantes e iniciados em cultura de design. E sabe-se que nem tudo que reluz é ouro...

Então muitos ambientes - a maioria- trazem propostas com menos pompas e circunstâncias. O ESTILO INDUSTRIAL é uma tendência reforçada na mostra. Concreto aparente, tubulações à mostra, calhas, vergalhões formando bases de mesas e estantes... A verdade nua e crua dos materiais exposta ao lado de peças de design consagrado, boa arte e revestimentos nobres.

Espaço Mendes, por Studio Alencar / Foto: Lio Simas

 

Sala de Concreto, por Salvio Jr e Moacir Jr / Foto: Lio Simas

 

É a pegada hi low, que mistura o muito simples e o muito sofisticado, o caro e o barato. Fazendo um paralelo com a moda, é como combinar um jeans velho com uma camisa da melhor seda... Uma peça oferece a contrapartida à outra.

Comparo sempre vestir e decorar porque acho que as duas coisas servem como depoimento de personalidade e estes dois universos caminham juntos. Portanto vale, e muito, buscar inspiração na Casa Cor - que é a passarela do décor, mas as tendências não podem servir como regra. Saber adequar as ideias para o próprio estilo de vida e orçamento é a grande sacada. Nem brilho, nem opacidade, nem contenção, nem exuberância... Coerência é a questão.

Casa é refúgio, tem que ter a cara do dono.

Casa Cor SC acontece até o dia 25 de junho. 

 

Serviço:

Data: 14 de maio a 25 de junho de 2017

Horários: Terça a sexta, das 15h às 21h

                Sábado, das 13h às 21h

                Domingo, das 13h às 19h

Local: Marina Beach Towers. Rua 3700, 425– Vila Real, Balneário Camboriú/SC

Ingresso Inteiro: R$ 40

Ingresso de estudante: R$ 20 

Ingresso Profissional (expositor): R$ 28

Ingresso para grupos acima de 20 pessoas: R$ 30 cada

 

Passaporte: R$ 100

Brincando de "decoradeira" em casa.

20/07/2016

Brincando de "decoradeira" em casa.

Mix de estampas, estilos. Decor displicente. Muito mais emoção do que razão.

Encontros do acaso , escolho algumas peças , outras me escolhem. Certo é que minha casa reflete sempre meu momento. Acho que decoração tem que ser isso . Depoimento de personalidade do dono. Nunca cópia da casa do vizinho .

Decor não tem que ser atestado de status quo. Vai ser de verdade se traduzir a alma. Casa é pra curtir , não pra ostentar . É isso que busco aqui, é isso que quero passar com o programa. ?#‎casaecia? . Amo os ordinários e os extraordinários que contracenam aqui em casa.

Bom na verdade nem sei porque escrevi tanto. Só queria falar de displicência e mix de estampas, mas é que também amo palavras e outras palavras . ?#‎decor? ?#‎decorlovers??#‎interiordesign? ?#‎semroteiro?

 

casa da gi

 

Enquanto escrevia essas palavras, um beija-flor entrou pela janela. Surgiu, sorriu, saudou e sumiu. Antes me disse que sentiu-se muito bem e acolhido, mas não curte cercadinho (entendo).

De todo modo lhe disse que as janelas estarão sempre abertas para ele e outros seres de alma elevada. Gosto destas analogias. A verdade é que estou toda arrepiada de emoção.

Energia boa atrai coisas boas. Grata por ter me escolhido. 

 

Acabamentos originais valorizam a decoração

29/06/2016

Azulejos e banheira originais mantidos no banheiro no apê de @allexcolontonio e @r_andreh.

Adoro!

Admiro o bom senso de quem preserva os acabamentos em bom estado. Acho o fim sair quebrando azulejos e piso a cada dez anos pra ficar em dia com a indústria cerâmica e tal...

Não estou querendo menosprezar a evolução dos acabamentos, mas geralmente os adeptos do quebra quebra são os que menos investem em arte, antiguidades, design, bons tapetes... Cultura sabe?

Aquilo que valoriza de fato uma casa. Acompanhando projetos estes anos todos, percebi que o brasileiro neste ponto está muito mais parecido com o americano do que com o europeu, investe na obra e esquece do contexto. Falta quadro, falta abajur , falta vivência, borogodó... Capisce?

#ficadica #design #interiores #interiordesign

 

Decoração com histórias para contar

11/11/2015

Tapetes peruanos.

 

Eu trouxe dois na bagagem, na viagem que fiz recentemente para Lima. Estava em dúvida de qual ia entrar no hall aqui em casa . Entraram os dois.

 

Pra mim decoração tem que ter história, tem que ter vivência. E estes tapetes trazem com eles um pouco do que vivi em Lima. Foram dias intensos. Trabalhei, surfei, adoeci, me recuperei , voltei a trabalhar... Sobretudo me diverti muito.

Olhar para estas cores, tramas e estampas me remete de volta a Lima e sua rica e forte cultura. Na foto contracenam puff de kilin, banco acrílico @estudionadaseleva @studioambientes tela @alexandrefreire_arte.

Repare ainda no rodapé de cerâmica imitando portuguesa.

?#‎amomuitotudoisso? ?#‎arquitetura? ?#‎design? ?#‎decor? ?#‎perú? ?#‎limatrip??#‎peruvianarchitecture? ?#‎peruvianstyle? ?#‎interiordesign? ?#‎casadagi? ?#‎casaecia??#‎casaeciatv? ?#‎art? ?#‎tapete? ?#‎cultura?

Combinar descombinando

03/08/2015


Oncinha aqui no puff e zebra logo ali no aparador. Pode? Claro que pode e deve.

 

Mas tem que saber. Tem que saber combinar, descombinando...

 

E descombinar combinando.

 

 

E como é isso?

 

 

Não tem fórmula. Eis a questão.

 

Casa e Cia aborda esta grande polêmica do universo do decor. Porque em determinada circunstância a oncinha vira símbolo de "peruíce" e em outras (como no caso desta foto) fica super cool?

 

 

Ahan... Este é o pulo do gato ou ,se preferir, o salto da onça.

 

Saber ousar. Sem medo e sem culpa. Um pouco de transgressão sempre quebra o óbvio.

 É preciso sair da zona de conforto. 

Coisa pra iniciados e não pra iniciantes. 

Abajur: grande aliado

28/04/2015

Já inventaram muita coisa bacana em luminotécnica, mas continuo muito fã do bom e velho abajur. A luz indireta garante atmosfera de aconchego instantânea. E nem precisa mexer no gesso ou em lâmpadas muito sofisticadas. É só escolher um modelo bacana (ou vários)  e posicionar num ponto estratégico. Bingo! O espaço ganha outro astral. Esqueça luzes diretas e ostensivas se a ideia é uma atmosfera acolhedora. E por favor ELIMINE as lâmpadas frias da sala urgente. Estudos comprovam que a luz interfere no humor do morador e luz fria foi feita pra manter em alerta em áreas de trabalho. #ficadica

Gisela dos Santos

 

Antiguidades valorizam decoração

24/04/2015

 

 

Elas entram em cena e fazem toda a diferença no conjunto. Uma cômoda bombè , um lustre de cristal antigo ou só uma poltrona vintage tem o poder de transformar qualquer espaço. 

Mesmo o decor  mais contemporâneo ganha uma bossa cult, mais estilo e estirpe. Sorte de quem herdou um bom acervo. Pra quem não pertence a uma família de quatrocentões paulistas tipo os Albuquerque Figueiroa (hahaha) pode e deve visitar antiquários. Além de garimpar peças bacanas aprende-se muito nestes lugares sobre estilo de mobiliário, porcelanas, cristais, etc. É um universo apaixonante . 

Conhecer a diferença entre um art noveau e um art decó e um Sevres e um Limogés por exemplo é cultura. E como eu sempre digo: ter é bom, mas tão importante quanto, é conhecer ! 

Truques fazem render espaço em apartamentos compactos

17/04/2015

Os apês estão cada vez menores, e o m2 mais caro. Alguns truques infáliveis servem pra conciliar conforto, praticidade e estética nos compactos.

Como a roupa pode alongar e valorizar a silhueta, a decoração faz o mesmo pelo imóvel.

1 - Cuidado com as proporções

Sala pequena exige móveis enxutos. Uma boa dica é escolher CADEIRAS com encosto baixo para o jantar. Elas dão mais leveza para o conjunto.

A mesa com base central, independente do formato, também favorece .

 2 - O SOFÁ é a estrela da sala. 

Não precisa procurar um sofazinho, mas também não precisa ser um sofazão. Evite aqueles modelos muito opulentos, tipo americanos. Eles não são elegantes e nem somam em design... Escolha um modelo mais reto e enxuto - e atenção nas medidas! Nada pior do que um sofá "força barra" no limite do espaço, brigando com o restante das peças.

 3 - Seja seletivo. 

Se o espaço é enxuto, você tem que fazer escolhas. Não precisa abrir mão daquela poltrona bacana vintage que ganhou da vovó. Já o carrinho de chá que a tia quer desovar e doar pro seu apê vai ter que ficar de fora. Questão de bom senso. Amontoar peças compromete a circulação e o conforto. Ponto. O mesmo vale para os objetos. Desapego é fundamental. Comprou louças novas? Doe as antigas ou terá que arranjar outra cristaleira... Vira bola de neve.

 4 - Falando em cristaleira, nada melhor do que uma MARCENARIA bem planejada pra multiplicar espaço. Evite estantes muito altas, pois elas deixam o visual carregado. Aparadores longelíneos cumprem a função e alongam espaço.

 5 - ESPELHOS são grandes aliados em espaços reduzidos. Eles dão sensação de amplitude. Cobrir uma parede inteira é uma boa dica.

 6 – Em espaços pequenos, os PUFFs são sempre grandes curingas. Versáteis, servem de apoio e assento. 

Você não precisa seguir regras. Mas, atenção: nunca perca de vista o bom senso. Obedecendo as proporções é possível conciliar estética, conforto e funcionalidade, mesmo em poucos metros quadrados. 

 

Flores e frutas emprestam colorido e frescor no decór.

16/04/2015

Os vasinhos de flores são sempre bem vindos na montagem da mesa, mas você pode inovar e sair da monotonia na hora de servir.

Na foto o serviço de chá e café de saideira de almoço - um up com o contraste das flores roxas e do limão vivo do limão siciliano. Casa e Cia adora uma decoração. A gente também adora improvisos e toques divertidos. Nada precisa ficar tão arrumadinho. Concentre tudo no centro, e quem quiser vai servindo. Livros servem de "pedestal" para coisinhas mais baixas e por aí vai. Tudo bem a vontade, sabe aquele displicente muito bem pensado? É por aí. Monte e desmonte. Invente e reinvente. Você vai se divertir!

 

Acabou definitivamente a ditadura das linhas retas. Sinuosidade e movimento...

15/04/2015



Acabou definitivamente a ditadura das linhas retas. Sinuosidade e movimento...

Novos contornos! Os designers estão cada vez mais pautados pela emoção do que pela razão. ESCAPISMO! Como reflexo da crise econômica o design ganha uma pegada mais lúdica. Rigidez e austeridade estão fora de questão. Um exemplo disso é o sofá bikini landscape do designer alemão Werner Aisslinger. A peça com ares de instalação e direito a cortininha e samambaia roubou a cena...

Os brasucas estão fazendo sucesso na capital do design . No pavilhão 20 , que reunia as marcas de maior status, estavam expondo suas peças além os irmãos Campana, o catarinense Jader Almeida e o carioca Zanini de Zanine.

MANIA DE QUEBRAR

22/05/2015



O brasileiro está cada vez mais parecido com o americano do que com o europeu. pelo menos no que diz respeito à postura diante da casa. Observo que ficamos absurdamente consumistas. pior, consumimos quantidade e não qualidade. Busca-se incessantemente a novidade. Trocar o velho pelo novo é palavra de ordem por aqui. Pena, pois nesse processo a casa pode perder mais do que ganhar. E não se trata apenas de comprar móveis e objetos sem muito critério. Penso que, o mais grave aqui, é que substituir revestimentos de piso e paredes tornou-se rotina.

A frequência chega a ser irracional. Aquele porcelanato colocado há três anos pode ser considerado obsoleto hoje, quebrado e trocado. Dados da indústria cerâmica revelam que o brasileiro reforma a casa de 5 em 5 anos em média. Pasmem... Não estou fazendo apologia ao apego exagerado nem criticando investimentos no casa. Questiono só pra onde vai à verba... Do ponto de vista ecológico o desperdício de material é um desastre, lógico. E também do ponto de vista estético. É que se gasta muito dinheiro e esforço pra manter a base impecável e "atual" e muito pouco no que realmente faz a diferença no bem estar e na bossa da casa. Um belo abajur, um lustre fantástico novo ou antigo de cristal, tapetes orientais, uma cômoda bombé, design de qualidade, muranos, arte em suas inúmeras manifestações, flores frescas... São algumas coisas que realmente fazem a diferença, emprestam savoir faire... Estilo e estirpe ao conjunto da casa. Considero também que trocar de sofá três vezes em 10 anos é um absurdo. Vale muito mais comprar "o sofá" e mante-lo por muito tempo, quem sabe pra sempre. O mesmo vale pra cadeiras, mesas, adornos e tudo mais. Não custa reforçar que vivências e marcas do tempo emprestam charme especial ao decór. Acho um luxo uma poltrona de couro surrada por exemplo. Chega a ser sexy. São os encantos das imperfeições, das displicências... Coisa que americano não entende, mas o europeu tira de letra, por isso esbanja bom gosto e no segmento de decoração está anos luz a frente. Visitei ambientes fantásticos em paris. Destes, muitos ainda exibiam os revestimentos originais de décadas passadas. O café du nord , em especial, me chamou a atenção . Com seus azulejos brancos nas paredes, coisa impensável por aqui, ele era absolutamente acolhedor. Tão sedutor que voltei várias vezes... Adoro o estilo de viver e de morar do parisiense e do europeu. Seus sites e revistas especializados me encantam pela autenticidade. Tenho a impressão de que o luxo deles é menos ostensivo, menos pedante e combinadinho. É cult , denso e expressivo... Coisa pra iniciados e não pra iniciantes. Gente que não vai deixar de apreciar o belo pra observar manchinhas e arranhadinhos. Gente que sabe a diferença entre uma chaise longue e um recamier...

Alguns toques pra entrar no estilo europeu

• Compre abajures urgentemente. Os mais estilosos que vc encontrar. Leve o assunto iluminação muito a sério. A luz errada detona o clima de bem estar da casa.
• Invista em arte. Telas, esculturas, gravuras. Só compre coisas que vc gostar.
• Evite eleger o móvel pelo preço apenas. Certifique-se da qualidade. Apaixone-se. Caso contario vc corre o risco de querer trocar em pouco tempo.
• Tenha um bom tapete. Saiba a procedência.
• Garimpe objetos em viagens e feiras de antiguidades.
• Permita-se algumas exentricidades monetárias . nunca soube de ninguém que comprou um lustre caro e esplêndido que tenha se arrependido.
• Por último tenha o hábito de ler sobre arquitetura, design e arte. saber é um grande prazer.

Gisela dos Santos, jornalista e apresentadora do programa Casa e Cia.

MODA E DECÓR NA MESMA BATIDA

14/04/2015









Convencionou-se dizer que mostras são as passarelas da decoração. Simples: os mesmos princípios e discussões que marcam um desfile de moda valem para estes eventos de arquitetura e design.

Em ambos os casos valem até propostas inviáveis para a vida real... A ideia é fugir do previsível, apresentar as tendências da maneira mais chocante. Cabe ao público acompanhar estas “vitrines” com discernimento. É que tanto na moda quanto na decoração copiar está fora de questão. Vale adequar, mas sem perder de vista o bom senso. Trocando em miúdos: a saia do momento pode condenar a elegância de uma baixinha, do mesmo modo que o sofá que está fazendo sucesso mundo afora também pode ser um desastre na sua sala. Saber equilibrar formas e proporções é um dos segredos pra evitar catástrofes.

Importante observar também que tão importante quanto equilibrar as formas pra parecer longilíneo ou dar impressão de uma sala mais espaçosa é pautar as escolhas com coerência no estilo de vida . Afinal elegância também é uma questão de autenticidade, e isto vale para o jeito de vestir e de decorar.

Pessoas exuberantes simplesmente não combinam com figurinos austeros muito menos com ambientações minimalistas... O contrário também é válido lógico. Roupa e décor servem como depoimento... E estilo é uma marca pessoal e intransferível do indivíduo.

CAMINHO PARALELO Sem a intenção de criar uma teoria para o assunto, penso que as influências que migram da moda para a casa e vice-versa estão diretamente ligadas às pesquisas de tendências que servem de suporte para as duas indústrias.

Tais pesquisas refletem o contexto social, político e econômico da população. Então, em tempos de euforia surgem cores vistosas e formas opulentas. Na crise linhas e cores contidas dominam a cena. A partir deste ponto de vista é interessante observar que o caráter efêmero destes dois nichos está diretamente ligado a circunstâncias mais abrangentes, do que meramente consumismo e frivolidades.

SIMBIOSE Profissionais de moda arquitetura e design recebem as mesmas influências. Nessa onda, de uns tempos pra cá, etilistas consagrados assinam famosas linhas home. Armani, Kenzo ,Dior , Missoni e Ralph Lauren estenderam suas grifes da moda para interiores. Alguns assinam o décor dos mais badalados hotéis do mundo.

No Brasil, enquanto a Melissa contrata os Irmãos Campana , ícones do design de moveis , pra desenharem sandálias...Adriana Barra, famosa por seus vestidos coloridos e descolados cobre com suas estampas coleções inteiras de poltronas para Micasa. Amir Slama faz biquíni e também assina batedeiras para a Brastemp. Marcelo Rosembaum cria cenários e inventa estampa para a louça da marca catarinense Oxford. Glória Coelho faz vestido e também luminárias para a Bertolucci... E por aí vai... É quase impossível pensar em moda e decoração separadamente.

Gisela dos Santos, jornalista e apresentadora do programa Casa e Cia.

CORES...EXPLORE-AS, SEM MEDO DE SER FELIZ!!

14/04/2015


Cor é luz, a cor muda conforme a fonte de iluminação... a cor do mar muda... do céu muda...

As cores transformam... transformam tudo, as cores quentes por exemplo dão sensação de proximidade, e as frias o inverso. As cores quentes são mais dinâmicas, as frias calmantes e todas são importantes em vários momentos de nossa vida e no ambiente onde habitamos, nosso lar. A mistura delas proporciona o equilíbrio, pois encontramos harmonia quando integramos todas as cores, matizes, valores, , produzindo uma unidade agradável à vista, e contraste quando unimos várias cores produzindo uma espécie de choque que cria uma unidade cromática mais vital e dinâmica, portanto o uso ideal da cor é aquele que integra, num mesmo ambiente, harmonia e contraste.

Os diferentes estilos também são bem definidos pelo uso das cores. O clássico se utiliza de tons grenás, verdes, vermelhos escuros e marrons. No contemporâneo os protagonistas são cores metalizadas e neutras, mas, com uma pitada de ousadia em detalhes coloridos. No estilo clean o branco reina. Nos ambientes étnicos as cores mais utilizadas são as quentes e os tons de terra, sépia, ferrugem, ocres e laranjas. No estilo oriental o vermelho esta sempre presente. E no estilo rústico as cores quentes em tons terrosos, que nos remetem ao natural e artesanal.

Assim podemos concluir que planejar e decorar um ambiente não é somente fazê-lo bonito mas, é também imprimir-lhe caráter e dotá-lo de sentido.

Abaixo saiba um pouquinho do que cada cor traz para o seu dia a dia, não esquecendo que podemos trazer as cores para nossa vidas, de várias formas, em objetos, tapeçaria, tecidos e principalmente através de pinturas em paredes que é uma alternativa agradável e barata e fácil de mudar.

Tenha coragem de ousar, e se precisar, existem algumas fabricantes de tintas que oferecem profissionais para ajudar nesta hora.

Vermelho: Cor quente com natureza extrovertida. Traz motivação, atividade, vontade, ela atrai vida nova e pontos de partida inéditos.
Amarelo:: É a cor mais clara que mais se assemelha ao sol, energia. Traz a esperança de que tudo correrá bem, resplendor, brilho, jovialidade e alegria.

Laranja: Assim como o vermelho, é expansiva e afirmativa; contudo é mais construtiva. Essa cor traz as "bênçãos da vida", boa saúde, criatividade, confiança e coragem, atitude positiva frente a vida.
Violeta: Formada pela combinação de azul com vermelho, reflete dignidade, nobreza e respeito próprio. É a cor da realeza e, em sua forma mais sublime, vibra com força da integração e unidade.

Marrom: Cor ligada a terra. Esta associada a coisas solidas, permanentes. Cor sóbria, neutra.

Azul: Essa cor faz parte do espectro frio e, por sua quietude e confiança, promove a devoção e a fé. É uma cor popular associada ao deve, a beleza e a habilidade. A serenidade dessa cor traz consigo paz, confiança e sentimento curativos agradavelmente relaxantes.

Verde: Reflete participação, adaptabilidade, generosidade e cooperação. Essa cor atenua as emoções, facilita o raciocínio correto e amplia a consciência e compreensão. Ambiente propicia a tomar decisões. Sentimento natural de justiça.


Ticia Medeiros
Artista plástica / Designer de interiores e consultora de cores
(48) 9112-3732
www.jasmimmangadesign.com.br

Aconchego - Por Sílvia R. Santos Figueiredo

14/04/2015


Foto: Regiane Ivanski.
http://designnobrasil.blogspot.com

Nossa casa é nosso refúgio maior, é nela que nós estamos a sós, longe dos controles externos. Lá passamos nossos tempos ociosos e vivemos mais de perto o extraordinário dentro do cotidiano ordinário.

Só nela que nós nos habitamos, nos espelhamos e em cada canto da casa há sempre uma parte de nós... Assim, a casa da gente é como nossa própria vida; sempre em transformação; sempre em construção, seja esta pequena ou grande, despida de luxo ou coberta de luxo; ela é o lugar necessário, é o predileto, é o nosso grande confessionário e também é: o cenário da nossa vida real.

"A nossa casa é o reflexo de como nós nos habitamos".


Sílvia R. Santos Figueiredo
Escritora e Advogada