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CASA COR SC 2018 - Edição Itapema

19/06/2018

CASA COR SC 2018 - Edição Itapema 

 

Morar bem é um sonho que pode assumir inúmeros contornos. Se alguns sonham com uma casa no campo, outros querem um loft na cena urbana. Estilo retrô ou high tech, clássico ou contemporãneo? 

CASA COR SC apresenta tudo isso e muito mais. A mostra este ano tem como palco as antigas instalações do hotel Plaza Itapema. O endereço icônico, bem na beira do mar, serviu de inspiração para os expositores. São 35 ambientes, assinados por 57 profissionais de 13 municípios.

Eles apontam as principais tendências do universo da casa e as novidades em produtos e serviços em arquitetura e decoração. Ineditismo e ousadia marcam os projetos. 

 

fachada - marcelo urizar - FOTO: Lio Simas

fachada - marcelo urizar - FOTO: Lio Simas

 

Traçando um paralelo com o universo da moda, CASA COR é a passarela da decoração. É onde desfilam as tendências de arquitetura e interiores, e como na passarela da moda, nem tudo serve para a vida real.

Arquitetos e designers trazem o que chamam de ambientes conceituais. A ideia é justamente provocar, romper com fórmulas prontas. Como não existe um cliente pagando pelo projeto, é nessa hora  que o profissional se permite sair da zona de conforto. E quanto mais respaldo tem este profissional, mais ele vai sair do previsível, pois só quem se garante banca apostas ousadas. E vale se arriscar, pois a mostra não é um jogo de cartinhas marcadas, nem lugar pra fórmulas prontas e batidas. Ideias extravagantes ganham a mira dos holofotes. E se o público assimila viram tendência....

casa carbono - jairo lopes e pedro tessarollo - FOTO: Lio Simas

Casa Carbono - Jairo Lopes e Pedro Tessarollo - FOTO: Lio Simas

 

Tendência , é uma palavrinha bem tendenciosa. Não gosto muito . No creo en las tendencias pero que las hay las hay ...

Se uma coisa aparece muito aqui e ali está em alta, então vamos lá. Identifiquei já  na Casa Cor de São Paulo que o rosa antigo, bem clarinho  está por todos os lados. Violeta, a cor do ano da Pantone, também, seguido pelo verde musgo. Estas cores surgem em vários espaços no veludo cobrindo poltronas e sofás. Veludo? Sim, está em alta também. Ele dá um tom de nobreza aos espaços. E mesmo os arquitetos mais inclinados ao contemporâneo andam flertando com o estilo neo palaciano.

Aquele estilo minimalista meio asséptico caiu. Ressurgiram os adornos, as curvas, as poltronas de estilo e muitas pinceladas de dourado. Dourado? Sim, pode e deve, mas nem tudo que reluz é ouro, então vale a dica: recorrer ao bom senso.

Living e Jantar - FOTO Lio Simas

Foto: Lio Simas

 

A serralheria também está ganhando espaço. Ela aparece na estrutura dos móveis, montantes de estantes, mesas, etc. Estas estruturas metálicas a mostra ainda vem do estilo industrial que exibe materiais sem muitas camuflagens de acabamentos. Nesse contexto seguem bem forte ainda o concreto aparente, as madeiras brutas e as tubulações aparentes. 

 

Foto: Lio Simas

Foto: Lio Simas 

 

A moda casa está mais despojada, menos engessada, mesmo em se tratando de decoração e interiores em alto padrão. Nada mais obedece regras muito rígidas.  O tema do evento Casa Viva, tem tudo a ver com este novo jeito mais livre, leve e solto de morar.  

 

CASA COR SC - Edição Itapema vai até o dia 22 de julho

Itapema Beach Place - BR 101, km 144 - Itapema  

 

 

Casa Cor Santa Catarina 2016

23/11/2016
Casa Cor Santa Catarina em Patrimônio Histórico
 
Texto: Gisela dos Santos
Fotos: Lio Simas
 
 
Um endereço bacana é meio caminho andado para o sucesso de Casa Cor em qualquer lugar ...Digo isso com respaldo de muitos milhares de quilômetros rodados no evento por aqui, em outras capitais do Brasil e da América Latina. Partindo daí pode-se dizer que a organização do evento este ano acertou em cheio na escolha do imóvel. A casa que pertenceu ao historiador Osvaldo Cabral dos anos 50 desde sempre atraiu olhares e a curiosidade de quem passa pela Esteves Jr.  Como muita gente já parei ao longo dos anos algumas vezes pra observar os arcos, colunas, azulejaria e outros ornamentos do estilo colonial espanhol da fachada da casa.
 
Por coincidência já até cogitei com outros organizadores a possibilidade de fazer uma mostra no local (não faço parte da equipe de evento algum mas sou palpiteira de plantão sempre atenta as possiblidades e torcendo para bons eventos tanto de Casa Cor quanto em Casa Nova em seu período) Não deu certo na época, deu certo agora   e este é o momento pra se conhecer um imóvel que é um ícone do patrimônio histórico no centro  da capital de SC. Casa tombada desde os anos 80 e revitalizada  para o evento.
 
 
 
A arquitetura expressiva da casa inspirou os expositores ...não que todos tenham seguido na batida retrô do imóvel , mas  valorizar as características da arquitetura original como:  o pé direito altíssimo, as aberturas, o belíssimo piso de madeira foi ponto de partida dos projetos. 
 
Dentro de casa , Juliana Pippi assumiu o maior ambiente. Fez da biblioteca de Osvaldo Cabral que um dia acomodou 8 mil livros, um living. É  A Sala dos Poemas.  Paredes forradas de veludo verde musgo conferem um tom mais austero para o espaço ,o que contraria as expectativas do público (Juliana é lembrada por projetos mais joviais , urbanos e coloridos) , mas é muito coerente com a história da sala .  O bom do design nacional de diversos períodos compõe o espaço junto com o sofá curvo - tendência ? Sim só que não  ... seja como for Adriana Tiezzi usa um modelo de sofá curvo no hall  e Tufi Mussi no living bar ( e nós do Casa e Cia também amamos este modelo) .
 
 
 
Marco Medeiros e Rose de Campos assumiram a varanda e tiraram partido das influências mouras da arquitetura colonial espanhola da casa. Os arcos valorizam os sofá e nas paredes filetes remetem a ideia dos muxarabis ... decor rompe com conceito minimalista . " Mais é mais e menos é sem graça"  (frase não é minha mais eu amo).  Muitos adornos, almofadas e mais almofadas... Muitas estampas, e mais cristais. Não tem café no bule, mas tem uma máquina de café expresso....  frutas frescas de verdade e flores de verdade... e daí a gente passa por ali e nem lembra que o país ainda  está em crise. Não sei se era intenção , mas chamo isto de escapismo. A válvula de escape que remete a ideia de prosperidade e abundância...
 
 
 
 
MUITAS INTERPRETAÇÕES, pluralidade de estilos. O bom desta edição de Casa Cor é que as fórmulas não se repetem. Mais do que nunca a tendência é não seguir tendência...
 
E na outra ponta do evento o escritório Marchetti + Bonetti propõe na Cabana, uma moradia nômade. Arquitetura sustentável executada em madeira e chapas metálicas, o essencial para viver e locomover-se levando o habitat para diferentes lugares. A ideia é O MUNDO É O MEU QUINTAL (gosto disso!) e o depoimento: menos aquisições e mais vivências. Desapego. Estilo de vida espartano, riqueza em experiências.
 
 
Ainda falando de arquitetura não convencional o Pub também é destaque. Os arquitetos que fazem parte da Confraria do Chopp Honesto e que pertencem a diferentes escritórios locais mostram em Casa Cor que embora o Pub tenha nascido de uma brincadeira de amigos no bar eles não estão de brincadeira na mostra. Eles uniram cinco conteiners e criaram um bar gigante, levantando a questão do reuso, sustentabilidade e economia.
 
A área de gastronomia e entretenimento ganhou ainda café de Carol Porto e Isadora Maestri
e o restaurante de Sidnei Machado.
 
No entorno está o Jardim assinado por Juliana Castro , que virou ponto de encontro nos fundos do imóvel.
 
 
 
E na frente o Jardim de Outrora de Ana Trevisan. 
Ana criou uma praça de convivência com ar moderno e cosmopolita na entrada da casa..., moderno, mas sem entrar em conflito com a fachada. Ao contrario.  Espelho d'água e bancos só valoriam o conjunto. Vieram ainda balanços de corda pendurados nas árvores.
 
 
O evento tem duas cozinhas:
Jairo Lopes e Pedro Tessarolo assinam a cozinha do cotidiano e trazem soluções para espaços compactos e uma batida jovem e urbana.
 
Mariana Pesca encarregou-se da cozinha de receber...É a cozinha gourmet que caiu nas graças do brasileiro de alto poder aquisitivo.  Esta cozinha com status ganhou materias nobres e um fogão que é sensacão do espaço (cerca de 45 mil reais creio que frete incluído, faz diferença? ) 
 
 
 
Citei apenas alguns ambientes (não representam uma seleção de destaques ) pra falar das diferentes propostas apresentadas em Casa Cor SC. Há ideias para todos os estilos, para todos os gostos e orçamentos. Vale a visita. 
 
Casa Cor Santa Catarina
até 04 de Dezembro de 2016
Terça a Sexta das 15h às 21h
Sábado e Feriado das 13h às 21h
Domingo das 13h às 19h
 
ONDE?
Casa Dr. Oswaldo Cabral
Rua Esteves Junior, 546
Centro
Florianópolis – SC
 
 

Casa Cor Rio de Janeiro

14/11/2016
CASA COR RIO NA GÁVEA
 
Nem vou fazer muito rodeio pra falar ... CASA E CIA adora o life  style do Rio de Janeiro.
A despretensão e a bossa, o  o jeito de ser, de viver e de morar do carioca tem aquele charme do chic simples que a gente tanto gosta. 
Em casa Cor Rio este ano, arquitetos e designers trouxeram diferentes interpretações deste jeito carioca de viver pra dentro de um casarão icônico na Gávea. A casa rosa, famosa no bairro, que pertence aos herdeiros da extinta companhia de aviação PainAir, recebeu dezenas de expositores.
 
 
 
 
Entre os destaques do evento selecionamos
 
Living e o hall da casa.
Paola Ribeiro combinou peças de antiquário, sofás  de linhas retas , telas de variados artistas e estilos (gosto de acervo eclético) muitas flores (de verdade lógico, gente de verdade gosta de flor de verdade)  tapetes (sobreposição de trama colorida  e zebra chamou atenção) abajures, livros... enfim fazendo um paralelo com a gastronomia  apostou na receita certa tradicional com   ingredientes de ótima qualidade... e mesmo sem apresentar nenhum discurso  conceitual ou reflexão, muita invencionice, roubou a cena logo na entrada da casa ...
 
 
 
 
Varanda 
Maurício Nóbrega tirou partido das imponentes colunas da arquitetura original da casa e criou vários ambientes de convivio.
 
 
 
 
Roca Estar 
Carlos Carvalho e Rodrigo Beze são arquitetos muito jovens que estão se destacando na mostra carioca com um uma batida expressiva  marcada  pela dramaticidade e ousadia. É Rio, e como já disse eles são jovens, mesmo assim bancaram a aposta num sofá de veludo...(O  Brasil curvou-se a incontestável elegância de deste material)  Curvo!  eis que não se fala mais na ditadura das linhas retas....a  curvatura dos assentos  é tendência. a gente não gosta de falar tendência, mas que é, é. 
Também veio arte, boa arte , estante com livros virados (naquela ideia do conceito passarela conveniente só para mostra) e uma iluminação muito envolvente.
 
 
 
 
 
 
Quarto do casal
Adriana Valle e Patricia Carvalho também apostaram nos em peças de antiquário e mesmo assim criaram um quarto versátil e muito leve, jovial. 
Não há mais espaço para colchas acetinadas e volumosas. A dica é roupa é cobrir a cama com tecidos naturais... 
 
 
 
 
Ainda no interior da casa elegemos como destaque a Sala de Receber. 
Erick Figueira de Melo trouxe bar e cozinha para o contexto social e criou vários ambientes de convívio com boas escolhas de design de diferentes épocas. Elegante sem ser pedante.
 
 
 
Entre os anexos
O Bangalô Deca de Marcia Muller foge daquela ideia de show room de ambientes comerciais.
Marcia apostou no estilo zen e nos materiais sustentáveis, mas sem cair na pegadinha do esotérico- ecológico meio bicho grilo. É um zen chic sem cheiro de incenso com metais nobres da marca exibidos no banheiro .
 
 
 
Cabana 
Duda Porto  ganha mais uma vez a mira dos holfotes nesta edição de Casa Cor com uma construção executada em poucos dias com estruturas metálicas e madeira e vocação nômade. O arquiteto já é especialista neste tipo de obra feita para ser transportada. 
Duda também criou uma cabana suspensa na árvore e a cabana do cachorro. Na cabana principal a ambientação elegente mostra que o perfil  nômade também pode ter bom gosto. Não é um colecionador por sua natureza, mas sabe eleger poucas e boas peças.
 

Opinião

09/11/2015

Museu do Amanhã. Projeto do arquiteto Santiago Calatrava no Pier Mauá. Zona Portuária do Rio.

Escultórica ou alegórica?

 

 

Pra mim os excessos de adorrrrrnos do trabalho do arquiteto espanhol comprometem algumas de suas obras... Gosto de muitas, mas a primeira coisa que me veio a cabeça foi: um bolo de noiva gigante!!!

Vontade sair correndo pro Mac em Niterói. Oscar conseguia marcar imponência sem tanto adorrrrno. Detalhe: a obra já extrapolou o orçamento antes da conclusão (fiz esta foto mês passado), fato que se repete nos projetos do catalão espalhados pelo mundo.

 #opinião #arquitetura#architecture #design #rio #casaecia #casaeciatv

Decoração da casa

02/07/2015

Aqui em casa minhas coisas contracenam como num palco.

Às vezes os objetos se encontram ao acaso... Isso mesmo, eles mudam de lugar sozinhos, dançam pela sala...

Às vezes eu promovo estes encontros. Foi o caso da ampulheta (presente da minha irmã Silvia) e do quadro ( @sierrafloripa ). Achei por bem que eles conversassem... Ele disse: "nunca desista!" Ela disse: "é uma questão de tempo..."

Seguem trocando ideias. Dinâmica. Movimento. Esta é a tônica da casa.

 

Gisela dos Santos 

 

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Mostra Black 2015

08/07/2015


A escolha da Oca, uma das edificações mais emblemáticas da arquitetura modernista brasileira, foi o primeiro grande acerto da organização nesta 4 edição de Mostra Black. Erguida na primeira metade da década de 50 a obra faz pose de disco voador, formato recorrente no portfólio de Niemeyer, mestre que também projetou o MAC de Niteroi. Neste grande dico voador circulam, no cotidiano, nomes da arte e, nestes 14 dias de Mostra Black, figuras do universo do design e decor.

Foto: Bruno Conti

                            Foto: Bruno Conti 



Cada um no seu quadrado
A organizacao Black setorizou o evento em grandes caixas de madeira. O projeto luminotécnico ficou a cargo de Maneco Quinderé. A ideia de encapsular os ambientes em boxes de tamanhos parecidos livrou os expositores das curvas da Oca e os colocou num mesmo patamar.

A curadoria formada por Raquel Silveira e Sergio Zobaran, na primeira fase, selecionou nomes já conhecidos no cenário nacional e arquitetos de outros estados fora do eixo Rio - São Paulo.O arquiteto catarinense Marcelo Salum esteve entre os convidados desta edição. Obras de arte, livros raros, móveis de época - com ênfase no período Art Deco - e peças de design preencheram os 60 m².Salum, que é veterano em mostras catarinenses, só comemora a experiência em Black.

 

                       Marcelo Salum | Foto: Mariana Boro


Outra estreante convidada, Juliana Vasconcelos, trouxe inspiração futurista para a Oca. Mesa de centro coberta com aço inox e curvatura na estofaria.

 

                    Juliana Vasconcelos | Foto: Bruno Conti 

Roberto Migotto também apostou no sofá curvo. Casa e Cia já adiantou: o formato é tendência. A ditadura das linhas retas, imposta na virada do milênio, curvou-se a sensualidade da sinuosidase. Migotto trouxe ainda estampa no tapete e cores fortes. Dramaticidade e impacto. DNA da Black.

 


                       Roberto Migotto | Foto: Bruno Conti

 

Ninguém por aqui faz tributo ao clean. Nem mesmo João Armentano, tão clean em outras épocas...
Em black ele mostra-se minimalista, mas foge de minimalismo previsível. O sofá de veludo verde parece peça de herança da tia avó...

 

                        João Armentano | Foto: Bruno Conti

 

Marcelo Borges e Arthur Atayde buscam glamour e brilho no living. Paredes escuras resssaltam telas e o mobiliário. A fórmula de sofá emuldurado por dois abajures simetricamnte dispostos com telas acima resgata a pompa tradicional das casas dos ricos de outrora. Só uma brincadeira com o chic clichê de novela das oito. Casa de Albuquerque Figueiroa hahaha! Só que repaginada....

 

               

                      Marcelo Borges e Arthur Atayde | Foto: Bruno Conti 

 

Seguindo por este paralelo com cenário de novela Gulilherme Torres apresentou em Black o apê daquele tipo publicitário galã antenado de Gilberto Braga. A mesa Fifities, desenhada pelo arquiteto, dividiu a cena com peças de Lina Bo Bardi e tapeçaria de Jean Gillon. 

 

                 Guilherme Torres | Foto: Bruno Conti 



Enquanto a maioria apostou em cores fortes, Debora Aguiar apostou no bege na mostra Black, mas nem tanto... Seu refúgio ganhou tons de nude ao fendi. 

 

 

                 Debora Aguiar | Foto: Bruno Conti


A taxidermia deu o que falar  na Oca... Polêmicas, aliás, fazem parte de qualquer mostra de decoração . Neste tipo de evento arriscado é não correr risco. Pequenas trangressoes sao bem vindas em Black . Quem busca unanimidade acaba encontrando o ostracismo.

 

 

Casa Cor Santa Catarina de portas abertas

01/06/2015
Casa Cor Santa Catarina de portas abertas em dois endereços: 
Em Florianópolis na Antiga Fábrica da Coca Cola, no bairro José Mendes, e em Itajaí no Condomínio Riviera, na Av Osvaldo Reis.
 
 
O tema do evento, "Design para UM", faz um contraponto ao tema da Bienal de Design (Design para Todos) que acontece em paralelo com Casa Cor. Deste mote surgiram projetos bem autorais. 
 
Ineditismo dá o tom do evento este ano. O que se vê são expositores fugindo da zona de conforto (oba!!) Veteranos de Casa Cor e mesmo os novatos rompem com fórmulas prontas nesta edição. Comprometidos com o novo e alheios à unanimidade, arquitetos e designers surpreendem. A mostra está up to date. 
 
 
 
CASA COR SANTA CATARINA
 
Período:
28 de maio a 12 de julho
Special Sale: 09 a 12 de julho
 
Horário:
Terça a Sexta: 15h às 21h
Sábados, Domingos e feriados: 14h às 21h
 
Local:
Florianópolis - Rua José Maria da Luz, 163 - José Mendes
Itajaí - Condomínio Riviera Concept | Avenida Osvaldo Reis, 3385, Praia Brava
 
Ingressos:
Inteira: R$30,00
Meia: R$15,00
Passaporte: R$60,00
 
Mais informações sobre a mostra, os ambientes e expositores, com fotos do evento, no site www.casacorsc.com.br 

Razão ou Emoção? - Por Marcelo Salum

14/04/2015

Aqui sentado em frente ao meu computador fico me perguntando o que de realmente útil eu posso escrever para essa coluna. Falar sobre tendências? Sobre que materiais estão se usando, o que é certo, o que é errado na arquitetura? Confesso que não sinto entusiasmo. Hoje em dia é um campo muito vasto e creio que definir tendências, em minha opinião, é algo ultrapassado. Talvez o que eu possa tentar fazer é uma reflexão sobre o que é atuar nesse mercado e pessoalmente descrever meus estímulos e desejos.

Quando a Gisela me convidou para assinar essa coluna sugeriu o tema razão e sensibilidade e questionou se é possível conciliar essas coisas. Creio que não só é possível como um dever. Mas como um tema tão recorrido na arquitetura como o da forma segue a função ou a função segue a forma, como devemos eleger quem vem na frente, razão ou sensibilidade?

No nosso dia a dia temos que lidar com inúmeras questões práticas para botar em funcionamento nossa vida, aí sem duvida entraria a razão. Quando um cliente nos procura antes de qualquer coisa quer eficiência, soluções, economia de tempo e dinheiro... Ok, isso é geral e temos que responder a esses inúmeros fatores para que geremos satisfação. Mas será que é só isso? Claro que não, embora a primeira vista esse possa ser um fator determinante, tem toda uma questão de identificação com a estética, gosto, estilo e até mesmo com nossa personalidade. Contudo sinto que ainda fica um vazio nessas respostas e talvez o melhor questionamento e quem sabe o mais sutil deles seria saber qual nosso diferencial? Ou melhor, o que esta por trás das relações que estabelecemos? Aí sim entraria a tal da sensibilidade que pode se desdobrar em mil questões.

Nisso, assim como o tema da forma e função, seria difícil separar razão e sensibilidade. De certa forma uma segue a outra, intercalando-se. E talvez o nosso grande desafio seja fazer com que elas andem lado a lado, unidas, integradas. Para que isso aconteça arriscaria a dizer que essa "busca" deveria se expandir para além da arquitetura e estar incorporada na nossa vida. É um exercício diário, de atenção e consciência dos nossos atos. Somos co-criadores, não apenas dos nossos projetos, mas principalmente da nossa vida. E quem sabe a melhor das perguntas aqui feitas e a que tento incorporar cada vez mais em minha vida, silenciosamente em frente a cada cliente, fornecedor, funcionário, amigo... é COMO POSSO SER ÚTIL?

Marcelo Salum - Arquiteto
www.guglielmisalum.com.br

Tire do baú! - Por Marina Baldini

14/04/2015

Para aqueles que gostam de decoração e buscam sempre agregar estilo e peças descoladas à sua casa, as visitas a casa da vovó tornaram se momentos de divertida garimpagem de objetos que até pouco tempo atrás não imaginávamos de volta ao nosso dia-a-dia.

Não estou me referindo a cristais bacarat, nem tão pouco ao serviço de chá de prata. Falo de caixinhas antigas, eletrodomésticos que foram aposentados e mais inúmeras coisinhas ricas em lembranças que foram parar no "quartinho" da garagem.

Lembra daquela coleção de talcos da Christian Grey? Ou das lindas latas de sorvete (em meados da década de oitenta teve uma série ilustrada pelos gatos de Ademir Martins)? Das cozinhas de fórmica coloridas? E das banquetas feitas de tubo? Sem contar no fogão de pezinhos altos que sua sogra ganhou de presente de casamento e que até hoje funciona perfeitamente!

Pois então. Ao nos depararmos com essas e outras inúmeras peças todas carregadas de recordações (nossas ou das "famílias vende-tudo") é chegada a hora de nossa imaginação correr solta e dispormos essas relíquias de forma criativa e em um novo contexto. Assim, recolocadas, elas surpreendem e provocam divertidas e sentimentais reações naqueles que nos visitam.

Talvez esse resgate seja uma maneira de mostrarmos que não somos descartáveis, que temos uma história e que nossa casa não é um show room.

Aposte nisso. Reúna suas lembranças, não tenha medo de inventar, agregue humor dando nova utilidade aquela peça antiga. Sua casa ficará ainda mais original!


Marina Baldini - Arquiteta e Galerista
www.corgaleria.com